Mobilização pretende salvar nascentes do Rio Xingu
Publicado:outubro 20, 2004
Índios, fazendeiros, grandes e pequenos agricultores, governos, comerciantes e sociedade em geral estarão reunidos a partir de segunda-feira (25/10) na cidade matogrossense de Canarana. O Encontro Nascentes do Rio Xingu pretende discutir e implementar uma campanha em defesa das nascentes e matas ciliares do histórico rio e a idéia é que cada segmento social nele representado possa discutir seus problemas específicos e propor soluções.
Rio Xingu: nascentes ameaçadas
Unir índios, fazendeiros, agricultores, governos, comerciantes e sociedade em geral para discutir e implementar uma campanha em defesa das nascentes e matas ciliares do Rio Xingu. Esse é o desafio do Encontro Nascentes do Xingu, que acontece de 25 a 27 de outubro, em Canarana (MT). O evento e a campanha estão sendo organizados por movimentos sociais, entidades civis, prefeituras e órgãos governamentais (confira abaixo). A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS), foram convidados a participar do encontro.
Além de divulgar a situação das cabeceiras do Rio Xingu, cada segmento da sociedade poderá discutir seus problemas específicos e apresentar soluções alternativas durante o encontro. O evento pretende ainda formar uma rede de articulação de ações locais. São esperados cerca de 250 pessoas, entre elas, cem índios.
A idéia da mobilização partiu das lideranças do Parque Indígena do Xingu em vista da destruição das matas que protegem as nascentes do Rio Xingu. A situação ameaça a capacidade produtiva e a qualidade de vida não só dos mais de 10 mil índios que habitam a região, mas também de cerca de 450 mil não-indígenas de 31 municípios do norte do Mato Grosso.
O Parque Indígena do Xingu é um dos maiores símbolos da diversidade cultural e biológica do Brasil. Criado em 1961, é uma das mais reconhecidas terras indígenas do País, abrigando 14 etnias e cerca de cinco mil pessoas. A criação do Parque resultou do trabalho dos mais importantes sertanistas brasileiros, entre eles os irmãos Villas Bôas.
Por causa dos desmatamentos e das queimadas, várias nascentes do Rio Xingu já secaram. Sem a vegetação, as chuvas têm provocado o assoreamento em vários cursos de água. Em conseqüência, cresce a perspectiva de uma grave crise hídrica na região. Os fazendeiros têm relatado o aumento da erosão e a redução de fertilidade das terras. O assoreamento e a poluição estão provocando ainda a mortalidade dos peixes. Em longo prazo, alteração do clima e perda de biodiversidade também ameaçam a área.
A campanha pretende incentivar a ação dos vários setores envolvidos. Os produtores rurais terão papel fundamental na recuperação das matas. As prefeituras serão estimuladas a implantar programas de educação ambiental, formar viveiros de mudas e melhorar o saneamento básico das cidades. Os índios estão dispostos a monitorar a qualidade da água dos rios e coletar sementes. Assentados da região são sensíveis à campanha, mas esperam apoio para reflorestar, entre outros exemplos.
Veja aqui a lista das entidades, movimentos e organizações que estão à frente do evento
:: Instituto Socioambiental (ISA)
:: Fórum das ONGs e Movimentos Sociais do Mato Grosso (Formad)
:: Universidade Estadual do Mato Grosso (Unemat)
:: Associação Terra Indígena do Xingu (Atix)
:: Prefeitura Muncipal de Canarana (MT)
:: Câmara de Vereadores de Canarana (MT)
:: Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Água Boa (STR)
Mobilização pretende salvar nascentes do Rio Xingu
Índios, fazendeiros, grandes e pequenos agricultores, governos, comerciantes e sociedade em geral estarão reunidos a partir de segunda-feira (25/10) na cidade matogrossense de Canarana. O Encontro Nascentes do Rio Xingu pretende discutir e implementar uma campanha em defesa das nascentes e matas ciliares do histórico rio e a idéia é que cada segmento social nele representado possa discutir seus problemas específicos e propor soluções.
Rio Xingu: nascentes ameaçadas
Unir índios, fazendeiros, agricultores, governos, comerciantes e sociedade em geral para discutir e implementar uma campanha em defesa das nascentes e matas ciliares do Rio Xingu. Esse é o desafio do Encontro Nascentes do Xingu, que acontece de 25 a 27 de outubro, em Canarana (MT). O evento e a campanha estão sendo organizados por movimentos sociais, entidades civis, prefeituras e órgãos governamentais (confira abaixo). A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS), foram convidados a participar do encontro.
Além de divulgar a situação das cabeceiras do Rio Xingu, cada segmento da sociedade poderá discutir seus problemas específicos e apresentar soluções alternativas durante o encontro. O evento pretende ainda formar uma rede de articulação de ações locais. São esperados cerca de 250 pessoas, entre elas, cem índios.
A idéia da mobilização partiu das lideranças do Parque Indígena do Xingu em vista da destruição das matas que protegem as nascentes do Rio Xingu. A situação ameaça a capacidade produtiva e a qualidade de vida não só dos mais de 10 mil índios que habitam a região, mas também de cerca de 450 mil não-indígenas de 31 municípios do norte do Mato Grosso.
O Parque Indígena do Xingu é um dos maiores símbolos da diversidade cultural e biológica do Brasil. Criado em 1961, é uma das mais reconhecidas terras indígenas do País, abrigando 14 etnias e cerca de cinco mil pessoas. A criação do Parque resultou do trabalho dos mais importantes sertanistas brasileiros, entre eles os irmãos Villas Bôas.
Por causa dos desmatamentos e das queimadas, várias nascentes do Rio Xingu já secaram. Sem a vegetação, as chuvas têm provocado o assoreamento em vários cursos de água. Em conseqüência, cresce a perspectiva de uma grave crise hídrica na região. Os fazendeiros têm relatado o aumento da erosão e a redução de fertilidade das terras. O assoreamento e a poluição estão provocando ainda a mortalidade dos peixes. Em longo prazo, alteração do clima e perda de biodiversidade também ameaçam a área.
A campanha pretende incentivar a ação dos vários setores envolvidos. Os produtores rurais terão papel fundamental na recuperação das matas. As prefeituras serão estimuladas a implantar programas de educação ambiental, formar viveiros de mudas e melhorar o saneamento básico das cidades. Os índios estão dispostos a monitorar a qualidade da água dos rios e coletar sementes. Assentados da região são sensíveis à campanha, mas esperam apoio para reflorestar, entre outros exemplos.
Veja aqui a lista das entidades, movimentos e organizações que estão à frente do evento
:: Instituto Socioambiental (ISA)
:: Fórum das ONGs e Movimentos Sociais do Mato Grosso (Formad)
:: Universidade Estadual do Mato Grosso (Unemat)
:: Associação Terra Indígena do Xingu (Atix)
:: Prefeitura Muncipal de Canarana (MT)
:: Câmara de Vereadores de Canarana (MT)
:: Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Água Boa (STR)
:: ONG Ambientalista Roncador-Araguaia (Ongara)
:: Sindicato Rural de São José do Xingu