O evento é realizado nos dias 15, 16 e 17 de abril com oficinas e apresentações culturais.
Por Fernanda Bellei
“Vamos continuar trabalhando juntos” foi uma das frases mais ouvidas durante o primeiro dia do Seminário de Agentes Socioambientais do Xingu, realizado em Canarana, MT, em 15 de abril. Mais de 150 agentes que participaram de cinco turmas, ao longo de cinco anos, apresentaram um pouco do que aprenderam e experimentaram durante e depois dessas formações, realizadas pelas instituições da Campanha Y Ikatu Xingu, através de cartazes, fotos e poemas. São pessoas dos campos, das cidades e das aldeias da região do Xingu que relatam suas experiências com práticas agrícolas que melhoram o solo e o meio ambiente e seus aprendizados ao lidar com o outro.
A proposta do encontro é fazer com que os participantes possam conversar sobre experiências positivas e negativas que viveram em suas comunidades ao desenvolver as iniciativas incentivas pelas formações. O espaço proporciona a troca de experiências e o encontro de novos caminhos para driblar dificuldades.
Foi fácil sentir a energia e o envolvimento dos participantes. A fala de Valdelar Álvares Machado, morador do assentamento Dom Pedro, em São Félix do Araguaia, que participou da formação de agentes socioambientais realizada em São José do Xingu em 2007, deixa transparecer sua visão de integração socioambiental. “Nos trabalhos nos campos, especialmente em um assentamento, nós temos que lidar com o outro. Alguns de nós participamos da formação de agentes. Já tínhamos o sistema casadão, de integração agrofloresta, e pudemos desenvolver novas técnicas, como o plantio de muvuca de sementes, que melhorou nosso processo de produção e ainda envolveu a comunidade”.
O casal Milton e Gerda Langmantel Eichholz apresentou uma seleção de fotos do sítio arco-íris, uma área de 15 hectares em Querência, que ganhou nova cara ao longo dos últimos anos. “Nós intensificamos a produção de coco verde, maracujá, pupunha e banana e passamos a mudar alguns hábitos”.
O professor Maiua Txicão, da aldeia Moygu, um dos apoiadores da formação de agentes socioambientais indígenas, realizada em 2009, relata que é possível ver muitos aprendizados na turma. “Os cinco agentes que participaram da formação estão levando seus trabalhos adiante. Eles ganharam a confiança da comunidade e continuam com seus trabalhos de restauração florestal na aldeia”. Maiua diz ainda que agora esses agentes estão envolvidos em uma grande missão, que é levar os cultivos da comunidade para a nova aldeia, que será inaugurada em agosto, na terra indígena do Xingu.
Os participantes das seis turmas de agentes socioambientais se reuniram em grupos, discutiram idéias e trocaram experiências sobre a continuidade dos trabalhos iniciados nas formações.
Diversidade socioambiental
Yawalaptis, gaúchos, paulistas, kawaiwetês, matogrossenses, kisêdjês, pernambucanos, meinakos… Pessoas das mais

O cineasta Yaiku Suyá e o professor Maiua Txicão preparam apresentação para o Seminário de Agentes Socioambientais do Xingu. Foto: Fernanda Bellei
diversas etnias e origens se reuniram para assistir a primeira parte da oficina “Os povos indígenas do Brasil e do Xingu: quem são, como vivem e quais são seus costumes”, realizada por Majoi Gongora, do Instituto Socioambiental (ISA), uma das organizações envolvidas na Campanha Y Ikatu Xingu, e Takan Yawalapiti, na tarde do primeiro dia do seminário. Após a apresentação do filme “Povos Indígenas no Brasil”, todos se reuniram em uma roda e discutiram a visão do senso comum a respeito dos índios brasileiros.
A presença de diversas etnias indígenas no município de Canarana proporciona oportunidade rara para o intercâmbio cultural. Moradores do município e cidades da região falam com propriedade das mais de 15 etnias do Parque Indígena Xingu e suas particularidades. A diversidade cultural surpreende até mesmo quem nasceu no Xingu, como Takan Yawalapiti, de 30 anos. “Até os 25 anos eu vivia em meu mundo, fechada, só conhecia a minha cultura. Quando pude conhecer outras etnias e outras aldeias eu me apaixonei pelo Xingu. Aprendi sobre os diferentes artesanatos, culinária, formas de criar um viveiro… Esta troca de experiências é fundamental”.
Essa grande diversidade cultural ganhou cores mais fortes à noite, com um desfile de moda indígena e grupos de danças que se apresentaram para mais de 300 pessoas. O grupo Invernada Artística Mirim Farroupilha do Araguaia, do Centro de Tradições Gaúchas Pioneiros do Centro Oeste, inaugurou o palco.
Jovens desfilaram desenhos corporais e adornos usados por índios do alto Xingu. O desfile, organizado por Takan, proprietária da loja Artes do Xingu e por Francisco Fortes, do ISA, trouxe importantes elementos da cultura e dos costumes alto xinguanos. A noite foi encerrada com uma apresentação de dança da Taquara, da etnia Meinako.

Grupo Invernada Artística Mirim Farroupilha do Araguaia, do Centro de Tradições Gaúchas Pioneiros do Centro Oeste. Foto: Fernanda Bellei
O evento Seminário de Agentes Socioambientais do Xingu é realizado com o apoio financeiro da União Européia.
Um Comentário
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