Belo Monte a qualquer custo: você concorda?

Depois de o Ibama ter concedido às pressas uma “licença de instalação parcial” para o consórcio que vai construir a hidrelétrica no Rio Xingu (PA) instalar o canteiro de obras e de o MPF ter ajuizado ação civil pública contra o que considerou “totalmente ilegal”, a sociedade civil denuncia o não cumprimento de condicionantes apresentadas pelo governo federal necessárias para viabilizar a obra.

Ações atropeladas, que não consideram a opinião da sociedade civil e ignoram os procedimentos padrões, marcam o processo de autorização para a construção da usina hidrelétrica Belo Monte. Leia a matéria abaixo e dê sua opinião:

Governo empurra Belo Monte goela abaixo

A autorização concedida dia 26 de janeiro último pelo Ibama para que o consórcio Norte Energia S.A. (NESA) instale o canteiro prévio para as obras da construção da polêmica usina Belo Monte na região de Altamira, no Pará, é resultado de um blefe, no entender da advogada do ISA Biviany Rojas. No dia 27, o Ministério Público Federal definiu a licença como “totalmente ilegal” e ajuizou ação civil pública contra o ato do Ibama.

Para a advogada do ISA, a Norte Energia blefa diante da sociedade brasileira em relação ao cumprimento das 40 condicionantes definidas pelo Ibama e as 26 condicionantes definidas pela Funai para viabilizar o emprredimento. “O Ibama formalizou o blefe ao conceder o que eles chamam de “licença de instalação específica” porque trocou as exigências técnicas por meros compromissos futuros baseados em convênios burocráticos e cronogramas. Se a NESA não cumpriu até agora, por que o faria depois quando não precisa de mais nenhuma licença? Quem vai garantir que as condições mínimas serão cumpridas?” questiona Biviany.

Com o argumento de que o início das obras não atrairá um número considerável de pessoas, a NESA justifica não ter começado a execução das ações antecipatórias relativas à construção de hospitais, postos de saúde, escolas, obras de saneamento básico e moradia para responder à demanda por serviços sociais do novo contingente de pessoas, calculado pelo Estudo de Impacto Ambiental(EIA)em 96 mil. Vale a pena lembrar que Altamira, hoje, principal município a ser atingido pela hidrelétrica, tem 78 mil habitantes que não contam com serviços públicos plenos e adequados… clique aqui para ler a matéria na íntegra

2 Comentários

  • Sou expressamente CONTRA esta obra ABSURDA que passa por cima da vontade e da posição do POVO BRASILEIRO. É um gasto de dinheiro público que irá beneficiar apenas grandes empresas. As barragens trarão profundo impacto às comunidades da bacia do Xingu. Vamos lutar contra BELO MONSTRO!

  • Já ficou provado por várias entidades, institutos, pesquisadores independentes que a geração de enrgia realmente produzida pela usina, não tem nada a ver com a quantidade que o governo divulga. É infinitamente menor e não justifica o tamanho do impacto que causará numa imensa área, incluindo reservas indígenas. Porque a quantidade gigantesca de dinheiro que foi usada fraudulentamente pra capitalização da Petrobrás, não foi aplicado em produção de energia alernativa e limpa como a solar? É muito cara, mas se paga em muito pouco tempo. A eólica…temos o país do sol e dos ventos. A necessidade é de mais novos superfaturamentos, falsas licitações? Temos estrutura pra uma Copa e uma Olimpiada, e não temos receita pra investimento em infraestrutura e energia limpa no país?

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