“Um abaixo-assinado foi feito e mais de meio milhões de pessoas assinaram, nós queremos entregar para a presidenta Dilma Rousseff”, disse o Cacique Raoni Metyktire
Inesc – Instituto de Estudos Socioeconômicos
Mais de 100 índios da região do Rio Xingu se deslocaram para Brasília com o objetivo de se mobilizarem contra a construção do Complexo Hidroelétrico de Belo Monte. Eles estão, durante todo o dia de hoje, 07 de fevereiro, no Auditório Darcy Ribeiro, na Universidade de Brasília. Na parte da manhã, os indígenas fizeram a dança de boas-vindas e participaram da mesa de debates. Uma das reivindicações dos nativos é que o governo os escute para tomar decisões.
“Nós somos contra a Construção de Belo Monte porque ela prejudicará o indígena e o não indígena”, disse o Cacique Raoni Metyktire, em seu discurso. “Um abaixo-assinado foi feito e mais de meio milhões de pessoas assinaram, nós queremos entregar para a presidenta Dilma Rousseff”, completou. Segundo o antropólogo e assessor político do Instituto de Estudos Socioeconômicos, Ricardo Verdum. “A questão indígena vem sendo negligenciada desde o início e, a partir do momento que o governo federal liberou as obras a situação se torna mais grave”.
Além dos índios, o evento reúne movimentos sociais da região do Rio Xingu, especialistas e autoridades. O Seminário discutirá a magnitude dos impactos da hidroelétrica e seu questionável processo de licenciamento, que repercutem diretamente sobre os direitos e o modo de vida tanto de Povos Indígenas que imemorialmente vivem nesta região, quanto de Povos Tradicionais – camponeses, pescadores e extrativistas – e de outros grupos locais que dependem simbólica, social e economicamente da floresta, do rio e de seus igarapés.
Saiba mais sobre Belo Monte
Planejada pelo governo para ser instalada em uma das áreas de maior diversidade cultural e biológica do país, a hidrelétrica de Belo Monte, além de inundar uma área de mais de 600 km2, promoverá até 80% de redução da vazão de um trecho de mais de 100 km do rio, denominado Volta Grande do Rio Xingu, atrairá uma população estimada em 100 mil pessoas e causará o deslocamento compulsório de cerca de 40 mil.
Nesta área, residem os Arara, os Juruna, os Xikrin e milhares de famílias ribeirinhas, indígenas e não-indígenas. Ainda no Médio Xingu e seus tributários, residem os Parakanã, os Asurini, os Kararaô, os Araweté, os Arara, os Xipaia e Kuruaia e centenas de famílias que habitam as Unidades de Conservação que conformam o corredor ecológico do Xingu (Resexs, APA, FLONA, ESEC, PARNA). Mais próximos das cabeceiras do rio, estão os Kayapó do Sul do Pará, os Metuktire, os diversos Povos do Parque Indígena do Xingu e grupos indígenas voluntariamente isolados, que transitam na fronteira dos Estados do Pará e Mato Grosso.
A realização do evento está sob a responsabilidade do Instituto de Estudos Socioeconômico, da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), da Universidade de Brasília, do Instituto de Ciências Sociais (ICS-UnB) e da Fundação Darcy Ribeiro. Abaixo a programação do evento.
Veja aqui a programação prévia do evento
O evento será transmitido ao vivo pela internet, nos seguintes endereços
www.cpce.unb.br e www.unb.br
3 Comentários
Estos indios se deslocan de la amazonas hasta Brasília para protestar contra el desarollo del país, de avion o coche (carro), portando sus telefonos en la cintura, cameras fotograficas y hasta ordenadores…está claro que les gustan las comodidades de las cosas modernas, ellos creen que las cosas modernas caen del cielo, casi todo depende de eletricidad, ya está bien, mas trabajar y menas protestas, ellos no trabajan para mejorar el país y aun quierem joder los que estan intentando.
Felicito o governo Brasileiro por uma construçâo tam importante, isso é um adianto para o país, um país tao grande com quase 200 milhoes de habitantes precisa de eletricidade para viver civilizadamente, tambem a Amazonas é muito grande, isso nao significa nada e os que estam contra, tem que ir morar bem no meio da selva, bem longe das coisas da civilizaçâo, e nâo sair de lá para nada. Adiante srª Dilma, a melhorar este país, os Brasileiros merecem mais qualidade de vida, como todos países de 1º mundo.
Vamos trabalhar todo mundo, pagar a seguridade social, os impostos etc, ao invés de estar enchendo o saco das autoridades, vamos deixar o país desenvolver em paz, nao podemos estar contra nenhuma melhoria para a naçâo. E estes estrangeros que vem dar palpite tem que ir tomar naquele lugar!!eles já tem seus países tudo arrumadinho, tudo de 1ª, deixa o nosso evoluir tranquilo.