Povos indígenas do noroeste de Mato Grosso querem desenvolver planos de gestão ambiental
Publicado:março 3, 2011
Andreia Fanzeres, OPAN
Começam neste mês de março as primeiras atividades do Projeto Berço das Águas, que pretende fomentar a elaboração de planos de gestão ambiental nas Terras Indígenas Enawene Nawe, Myky e Manoki, no noroeste de Mato Grosso. As três áreas somam aproximadamente um milhão de hectares, estão localizadas em ambientes de transição entre Cerrado e Amazônia e se encontram cercadas por latifúndios sojicultores, pecuaristas, além de empreendimentos madeireiros e hidrelétricos. Um dos objetivos do projeto é gerar renda para os indígenas a partir do manejo tradicional de produtos como a borracha natural, a castanha-do-brasil e outros frutos do Cerrado, criando oportunidades para a construção de modelos de gestão territorial desvinculados do desmatamento.
A OPAN – Operação Amazônia Nativa, há mais de 30 anos na região noroeste de Mato Grosso, é a executora do Projeto Berço das Águas e conta com o patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental. “Esta iniciativa propõe uma nova lógica no contexto dos territórios limitados, cercados por pressões de desmatamento e com desafios internos como o aumento populacional”, explica Juliana Almeida, indigenista da OPAN e coordenadora do projeto. As ações de valorização dos ecossistemas e dos povos indígenas podem se tornar garantias concretas de sustentabilidade para cerca de mil indígenas.
Outros povos de Mato Grosso já deram início, com diferentes metodologias, à gestão ambiental de seus territórios, como os Suruí, os Zoró, os Rikbaktza, além de vários do Xingu. Agora, inspirados pelas experiências de dentro e fora do estado, representantes dos povos Enawene Nawe, Myky e Manoki passarão por capacitações para agregação de valor dos produtos do Cerrado e da Amazônia e terão a oportunidade de fazer intercâmbios em gestão territorial em outras terras indígenas.
Após a fase de diagnóstico e análise da viabilidade econômica de produtos não madeireiros, os índios terão condições de implementar infraestrutura para produção e comercialização, além de formação para gestão de projetos sustentáveis a fim de que seus produtos atendam às normas de vigilância sanitária e do mercado. Parcerias com empresas interessadas em comprar a produção indígena e de órgãos públicos que poderão dar suporte às ações são condições essenciais para a sustentabilidade da iniciativa. “Estamos começando a costurar as parcerias, mas o mais importante é que os próprios índios escolham como trabalhar e com quem. Os planos de gestão ambiental são, sobretudo, participativos. São os índios que vão dizer como querem gerir seu território”, ressalta Juliana, da OPAN.
Berço das Águas: colhendo riqueza nas terras indígenas do Mato Grosso
O quê: Projeto para elaborar planos de gestão ambiental em 3 terras indígenas do Noroeste de MT e fomentar cadeias produtivas de frutos nativos do Cerrado e da Amazônia para fins de geração de renda e sustentabilidade ambiental dos territórios.
Para quê: Apoiar a gestão ambiental e melhoria das condições de vida dos povos Enawene Nawe, Manoki e Myky.
Quando: 2011-2012
Quem: Operação Amazônia Nativa (OPAN), com patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental
Onde: Terras Indígenas Enawene Nawe, Myky e Manoki, nos municípios de Sapezal, Comodoro, Juína e Brasnorte (MT).
OPAN
A OPAN foi a primeira organização indigenista fundada no Brasil, em 1969. Atualmente suas equipes trabalham em parceria com povos indígenas do Amazonas e do Mato Grosso, desenvolvendo ações voltadas à garantia dos direitos dos povos, gestão territorial e busca de alternativas de geração de renda baseadas na conservação ambiental e na manutenção das culturas indígenas
Povos indígenas do noroeste de Mato Grosso querem desenvolver planos de gestão ambiental
Andreia Fanzeres, OPAN
Começam neste mês de março as primeiras atividades do Projeto Berço das Águas, que pretende fomentar a elaboração de planos de gestão ambiental nas Terras Indígenas Enawene Nawe, Myky e Manoki, no noroeste de Mato Grosso. As três áreas somam aproximadamente um milhão de hectares, estão localizadas em ambientes de transição entre Cerrado e Amazônia e se encontram cercadas por latifúndios sojicultores, pecuaristas, além de empreendimentos madeireiros e hidrelétricos. Um dos objetivos do projeto é gerar renda para os indígenas a partir do manejo tradicional de produtos como a borracha natural, a castanha-do-brasil e outros frutos do Cerrado, criando oportunidades para a construção de modelos de gestão territorial desvinculados do desmatamento.
A OPAN – Operação Amazônia Nativa, há mais de 30 anos na região noroeste de Mato Grosso, é a executora do Projeto Berço das Águas e conta com o patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Ambiental. “Esta iniciativa propõe uma nova lógica no contexto dos territórios limitados, cercados por pressões de desmatamento e com desafios internos como o aumento populacional”, explica Juliana Almeida, indigenista da OPAN e coordenadora do projeto. As ações de valorização dos ecossistemas e dos povos indígenas podem se tornar garantias concretas de sustentabilidade para cerca de mil indígenas.
Outros povos de Mato Grosso já deram início, com diferentes metodologias, à gestão ambiental de seus territórios, como os Suruí, os Zoró, os Rikbaktza, além de vários do Xingu. Agora, inspirados pelas experiências de dentro e fora do estado, representantes dos povos Enawene Nawe, Myky e Manoki passarão por capacitações para agregação de valor dos produtos do Cerrado e da Amazônia e terão a oportunidade de fazer intercâmbios em gestão territorial em outras terras indígenas.
Após a fase de diagnóstico e análise da viabilidade econômica de produtos não madeireiros, os índios terão condições de implementar infraestrutura para produção e comercialização, além de formação para gestão de projetos sustentáveis a fim de que seus produtos atendam às normas de vigilância sanitária e do mercado. Parcerias com empresas interessadas em comprar a produção indígena e de órgãos públicos que poderão dar suporte às ações são condições essenciais para a sustentabilidade da iniciativa. “Estamos começando a costurar as parcerias, mas o mais importante é que os próprios índios escolham como trabalhar e com quem. Os planos de gestão ambiental são, sobretudo, participativos. São os índios que vão dizer como querem gerir seu território”, ressalta Juliana, da OPAN.
Berço das Águas: colhendo riqueza nas terras indígenas do Mato Grosso
O quê: Projeto para elaborar planos de gestão ambiental em 3 terras indígenas do Noroeste de MT e fomentar cadeias produtivas de frutos nativos do Cerrado e da Amazônia para fins de geração de renda e sustentabilidade ambiental dos territórios.
Para quê: Apoiar a gestão ambiental e melhoria das condições de vida dos povos Enawene Nawe, Manoki e Myky.
Quando: 2011-2012
Quem: Operação Amazônia Nativa (OPAN), com patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental
Onde: Terras Indígenas Enawene Nawe, Myky e Manoki, nos municípios de Sapezal, Comodoro, Juína e Brasnorte (MT).
OPAN
A OPAN foi a primeira organização indigenista fundada no Brasil, em 1969. Atualmente suas equipes trabalham em parceria com povos indígenas do Amazonas e do Mato Grosso, desenvolvendo ações voltadas à garantia dos direitos dos povos, gestão territorial e busca de alternativas de geração de renda baseadas na conservação ambiental e na manutenção das culturas indígenas