Área protegida concentra espécies ameaçadas


O Estado de S. Paulo

Metade das espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção é encontrada em unidades de conservação (UCs) federais, aponta levantamento elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Das 627 espécies que se encontram em perigo no País, 313 estão abrigadas dentro das UCs, áreas de preservação monitoradas pelo governo. Dentre os biomas, a Caatinga oferece proporcionalmente a maior “rede de proteção”: das 43 espécies ameaçadas da região, 41 estão presentes nas unidades (95,3%).

Durante nove meses, pesquisadores do instituto se debruçaram sobre registros das espécies ameaçadas de extinção com o intuito de mapear a presença de cada uma delas nas unidades federais – foram compilados quase 1,3 mil registros de documentos, como planos de manejo, fotografias e publicações científicas.

A partir do cruzamento de dados constatou-se que a onça-pintada está em 59 UCs de seis biomas diferentes (Amazônia, Pantanal, Pampa, Mata Atlântica, Caatinga e Cerrado). Depois dela, os bichos mais “populares” são a jaguatirica, o lobo-guará e o tamanduá-bandeira, localizados em 45, 39 e 36 unidades, respectivamente.

A Mata Atlântica, que possui a maior quantidade de espécies na lista de extinção (380), tem 168 delas protegidas em UCs (44,2%). Na Amazônia, 32 das 57 espécies encontram-se nessa situação (56,1%). Já nos pampas, apenas 1 das 60 espécies em perigo foi registrada (1,7%).

“Este é um trabalho inédito, que permite à sociedade saber quais espécies estão nessas unidades e orientar o processo de preservação”, disse o presidente do ICMBio, Rômulo Mello. Para o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani, o trabalho lança o “tamanho do desafio em relação às espécies ameaçadas”.

Dos registros de espécies ameaçadas de extinção, 43,9% dizem respeito a mamíferos; 34,9%, a aves; 6%, a peixes; e 5,1%, a répteis. Completam a lista invertebrados aquáticos (5%), invertebrados terrestres (4%) e anfíbios (1,1%).

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