Xingu+23: encontro marca nova mobilização contra barragem
Publicado:junho 6, 2012
Vinte e três anos depois do 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em Altamira (PA), pescadores, ribeirinhos, indígenas, pequenos agricultores, acadêmicos, pesquisadores, ativistas, moradores da cidade e defensores do Xingu reafirmam sua resistência ao barramento do rio em evento marcado entre os dias 13 e 17 de junho, em Vitória do Xingu (PA)
Por Christiane Peres, ISA
Em 1989, um encontro marcou a história de Altamira (PA) na resistência contra o barramento do Rio Xingu. Na época, o empreendimento se chamava Kararaô, mas já mobilizava muita gente contra o projeto que previa sete hidrelétricas. Vinte e três anos depois, e após muitas alterações na proposta inicial, o governo conseguiu tirar o projeto da usina do papel, mas os moradores da região continuam contra o empreendimento e convocam um novo encontro para reafirmar sua resistência à hidrelétrica de Belo Monte, entre os dias 13 e 17 de junho, em Vitória do Xingu (PA).
Campanha de divulgação do evento.
Enquanto no Rio de Janeiro líderes mundiais estarão reunidos na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, discutindo alternativas para um mundo melhor, a pequena cidade paraense será palco de mais uma manifestação contra a barragem de Belo Monte, no Rio Xingu (PA).
O evento acontecerá na comunidade de Santo Antônio, no município de Vitória do Xingu, situada às margens da Transamazônica, a menos de 100 metros dos canteiros de obras da hidrelétrica de Belo Monte e a 50 km de Altamira.
Segundo a coordenadora do movimento Xingu Vivo para Sempre, Antônia Melo, além de uma ação política, o encontro também é uma festa de “retomada de território”. “Os moradores que já foram retirados voltarão para participar da missa e da festa de Santo Antônio, que este ano não seriam realizadas por causa das expulsões. Assim, faremos uma retomada simbólica do território. Ao mesmo tempo, nós estaremos ali reunidos para denunciar, às portas da Rio +20, as violações do governo brasileiro”, explica Melo, no site do movimento.
Além de pescadores, ribeirinhos, indígenas, pequenos agricultores, acadêmicos, pesquisadores, ativistas, moradores da cidade e defensores do Xingu, uma comissão de artistas liderada pelo ator Sérgio Marone, do Movimento Gota d’Água, participará do evento.
A expectativa é que participem cerca de 400 pessoas da região, entre atingidos das cidades mais afetadas pela obra, como Altamira, Porto de Moz, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu, além de ameaçados pelas barragens do Complexo Hidrelétrico do Tapajós, vindos dos municípios de Itaituba, Santarém e Aveiros, e apoiadores de outras regiões.
Os participantes deverão levar barracas e redes para montar o acampamento do encontro. Mais informações podem ser acessadas no site do evento: http://www.xinguvivo.org.br/x23/
Xingu+23: encontro marca nova mobilização contra barragem
Vinte e três anos depois do 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em Altamira (PA), pescadores, ribeirinhos, indígenas, pequenos agricultores, acadêmicos, pesquisadores, ativistas, moradores da cidade e defensores do Xingu reafirmam sua resistência ao barramento do rio em evento marcado entre os dias 13 e 17 de junho, em Vitória do Xingu (PA)
Por Christiane Peres, ISA
Em 1989, um encontro marcou a história de Altamira (PA) na resistência contra o barramento do Rio Xingu. Na época, o empreendimento se chamava Kararaô, mas já mobilizava muita gente contra o projeto que previa sete hidrelétricas. Vinte e três anos depois, e após muitas alterações na proposta inicial, o governo conseguiu tirar o projeto da usina do papel, mas os moradores da região continuam contra o empreendimento e convocam um novo encontro para reafirmar sua resistência à hidrelétrica de Belo Monte, entre os dias 13 e 17 de junho, em Vitória do Xingu (PA).
Campanha de divulgação do evento.
O evento acontecerá na comunidade de Santo Antônio, no município de Vitória do Xingu, situada às margens da Transamazônica, a menos de 100 metros dos canteiros de obras da hidrelétrica de Belo Monte e a 50 km de Altamira.
Segundo a coordenadora do movimento Xingu Vivo para Sempre, Antônia Melo, além de uma ação política, o encontro também é uma festa de “retomada de território”. “Os moradores que já foram retirados voltarão para participar da missa e da festa de Santo Antônio, que este ano não seriam realizadas por causa das expulsões. Assim, faremos uma retomada simbólica do território. Ao mesmo tempo, nós estaremos ali reunidos para denunciar, às portas da Rio +20, as violações do governo brasileiro”, explica Melo, no site do movimento.
Além de pescadores, ribeirinhos, indígenas, pequenos agricultores, acadêmicos, pesquisadores, ativistas, moradores da cidade e defensores do Xingu, uma comissão de artistas liderada pelo ator Sérgio Marone, do Movimento Gota d’Água, participará do evento.
A expectativa é que participem cerca de 400 pessoas da região, entre atingidos das cidades mais afetadas pela obra, como Altamira, Porto de Moz, Senador José Porfírio e Vitória do Xingu, além de ameaçados pelas barragens do Complexo Hidrelétrico do Tapajós, vindos dos municípios de Itaituba, Santarém e Aveiros, e apoiadores de outras regiões.
Os participantes deverão levar barracas e redes para montar o acampamento do encontro. Mais informações podem ser acessadas no site do evento: http://www.xinguvivo.org.br/x23/