ISA lança documentário, mapa e filme na Cúpula dos Povos, na Rio+20

Os lançamentos aconteceram no estande da Fundação Ford, ao lado do Museu de Arte Moderna, no Aterro do Flamengo (RJ) na tarde do dia 19/6, com mais de 100 pessoas presentes

Por Instituto Socioambiental, ISA

O auditório do estande da Fundação Ford na Cúpula dos Povos foi pequeno para acolher as cerca de 100 pessoas que se acomodavam como podiam sentados em cadeiras, no chão e mesmo em pé, na tarde da última terça-feira (19/6), para assistir aos lançamentos do ISA na Cúpula dos Povos, na Rio+20: o documentário A Resposta da Terra, da Articulação Xingu Araguaia (AXA); o mapa Amazônia 2012 Áreas Protegidas e Territórios Indígenas, da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg) e o filme Xapiri, sobre o xamanismo yanomami.

A Resposta da Terra, documentário coordenado pela Articulação Xingu Araguaia (AXA), conta a história de agricultores que passaram de desmatadores a pioneiros na restauração florestal. Há quase uma década, centenas de assentados, pequenos e médios produtores rurais de Mato Grosso apostaram numa ideia: deixar a abertura de novas áreas de lado e recuperar parte da vegetação de suas terras para preservar e gerar renda. O que parecia impossível para muitos vem se tornando realidade nas bacias dos rios Xingu e Araguaia. As histórias desses agricultores são contadas no documentário cuja produção executiva foi do ISA e sua realização contou com o apoio do projeto “Disseminando a Cultura Agroflorestal na Região do Araguaia Xingu”, apoiado pelo Ministério do Meio Ambiente, dentro do subprograma Projetos Demonstrativos/ Projeto Alternativas ao Desmatamento e às Queimadas (PDA/Padeq – MMA). (Saiba mais).

Em seguida, o Mapa Amazônia 2012 Áreas Protegidas e Territórios Indígenas elaborado pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg) foi apresentado ao público com falas de Beto Ricardo, do ISA, e Carlos Souza, do Imazon. O mapa da Raisg, rede que congrega instituições de oito países amazônicos e a Guiana Francesa, atualiza a primeira edição, de 2009, e está sendo apresentado em versão impressa em três línguas (espanhol, inglês e português) e em versão digital para download. (Saiba mais). Os arquivos digitais do mapa assim como o mapa online podem ser acessados em raisg.socioambiental.org, onde também se encontram noticias e artigos relacionados à Amazônia.

Já a apresentação do filme Xapiri, sobre o xamanismo yanomami, produzido pela Cinemateca Brasileira e o Instituto Socioambiental, com realização da Hutukara Associação Yanomami (HAY) e do Instituto Século 21, contou com a presença do líder Davi Kopenawa Yanomami. Xapiri é um termo yanomami para designar tanto os xamãs, os homens espíritos (xapiri thëpë) quanto espíritos auxiliares (xapiri pë).

O filme é experimental e foi realizado durante dois encontros de xamãs na aldeia de Watoriki, no Amazonas, em março de 2011 e abril de 2012. Foi concebido para levar em conta duas noções diferentes de imagem: a dos yanomami e a nossa, dos “brancos”. Não se trata de explicar o xamanismo, seus métodos ou procedimentos, mas de tornar visível e sensível, para públicos de culturas diferentes, o modo pelo qual os xamãs “incorporam” os espíritos, como seus corpos e suas vozes se transformam tanto no contato com os espíritos quanto ao “passar” de um a outro espírito.

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